O reportário das Emoções

O Repertório das Emoções

 

As emoções são, em essência, sentimentos, impulsos. São legados da evolução humana visando uma ação imediata. Assim, quando o homem das cavernas sentia medo, corria… Quando sentia cheiro de alguma presa, punha-se em atenção para a caça.

Normalmente as emoções criam ações imediatas, pois, no cérebro, elas acessam a área límbica, que é diretamente ligada por via neural. Assim, o cérebro pensante ou “neocórtex”, não consegue ter acesso tão instantâneo àquela emoção.

Por isto agimos algumas vezes por impulso e somente depois o cérebro pensante entra em ação e indaga: “por que fiz isto?”

A palavra emoção vem do latim “movere”, que denota “afastar-se”, “o que indica que em qualquer emoção está implícita uma propensão para um agir imediato”. (Goleman, 2016)

Mas, o que todos percebemos, é que as emoções deixam “traços fisiológicos”, espécies de assinaturas biológicas.

 

Isto é absolutamente importante para que possamos identificar, durante uma audiência, por exemplo, reações fisiológicas de testemunhas, réus ou vítimas e, assim, identificar a emoção subjacente àquela reação.

Vamos identificar as espécies de emoções e suas respectivas reações fisiológicas. Registre-se, entretanto, que não estamos tratando aqui de “expressões faciais”, mas de reações fisiológicas:

 

RAIVA: o sangue flui para as mãos, tornando mais fácil sacar da arma ou golper o inimigo; os batimentos cardíacos acelaram-se e uma onda de hormônios, a adrenalida gera uma pulsação, energia suficiente forte para uma atuação vigorosa.

 

MEDO : o sangue corre para os músculos do esqueleto, como os das pernas, facilitando a fuga; o rosto fica lívido, já que o sangue lhe é subtraído. O corpo pode se imobilizar para agir, fugir ou se esconder. Circuitos nos centros emocionais do cérebro disparam uma corrente de hormônios para pôr o corpo em alerta geral.

 

FELICIDADE: é a que causa uma das principais alterações biológicas no corpo. a atividade do centro cerebral é incrementada, inibindo sentimentos negativos e aumenta a energia existente. Entretanto, pouca alteração ocorre na fisiologia, a não ser sensação de tranquilidade, relaxamento, disposição e entusiasmo.

 

AMOR: os sentimentos de afeição e satisfação sexual implicam um “estímulo parassimpático”, o inverso de lutar-fugir. Provoca um estado geral de calma e satisfação, facilitando a cooperação.

 

SURPRESA: o erguer das sobrancelhas é a principal característica. É responsável em fazer uma varredura visual mais ampla, e também mais luz para a retina, fazendo com que obtenhamos mais informações sobre o acontecimento que se deu de forma inesperada.

 

REPUGNÂNCIA: a expressão se assemelha de forma universal: algo não agradeu o gosto ou o olfato, real ou metaforicamente. O lábio superior se retorce para o lado e o nariz se enruga ligeiramente, como uma tentativa de tapar as narinas para evitar um odor nocivo ou cuspir fora uma comida estragada.

 

TRISTEZA: a tristeza visa propiciar um ajustamento a uma perda ou decepção. Acarreta perda de energia e de entusiasmo pelas atividades da vida. Em níveis profundos, a tristeza gera uma diminuição da velocidade metabólica do corpo, retraimento intorspectivo. é possível que a tristeza tenha por objetivo manter os seres humanos próximos de casa, onde estariam em maior segurança.

 

 

 

 

 

 

  • Esse artigo me foi bastante útil. Sou estudante de Psicologia e tô no período onde estudo o siatema límbico. Certeza que levarei esse artigo para minha aprendizagem na graduação.

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